XIX TEMPORADA DA MÚSICA, DO TEATRO E DE OUTRAS ARTES

Outubro 19, 2006


A presente “Temporada” será dedicada a dois vultos cimeiros da cultura musical, cujas efemérides de nascimento se cumprem no ano em curso: 250 anos do nascimento de Mozart e os 100 anos do nascimento de Fernando Lopes-Graça.

PROGRAMA

1 de Outubro [Domingo] – DIA MUNDIAL DA MÚSICA

10.30 – Concerto para Bebés – Músicas e Canções para Bebés
CINE-TEATRO DE BENAVENTE



7
de Outubro [Sábado]

16.00 – Sessão de Lançamento do Livro “Amargas Cores do Tempo”, de Nuno de Figueiredo – Prémio Nacional de Poesia Natércia Freire/2005 – Participação do autor e do grupo JOGRAIS U…TÓPICO
CINE-TEATRO DE BENAVENTE

21.30 – Concerto pela BANDA SINFÓNICA DA P.S.P.
CENTRO CULTURAL DE SAMORA CORREIA


11 de Outubro [Quarta-feira] – 21.30

Projecção do filme “Amadeus” de Millos Forman (Dedicado a W. A. Mozart)
CINE-TEATRO DE BENAVENTE


13 de Outubro [Sexta-feira] – 21.30

Colóquio “Os Poetas na obra Musical de Fernando Lopes-Graça”
BIBLIOTECA DE SAMORA CORREIA


14 de Outubro [Sábado] – 21.30

Coro do Município de Benavente
IGREJA DE BARROSA


20 de Outubro – [Sexta-feira] – 21.30

Colóquio “Os Poetas na Obra Musical de Fernando Lopes-Graça”
BIBLIOTECA DE BENAVENTE


21 de Outubro [Sábado] – 21.30

FIJUNA – FILARMÓNICA JUVENIL DO NORTE ALENTEJANO
SEDE DA SOCIEDADE FILARMÓNICA DE SANTO ESTÊVÃO


22 de Outubro [Domingo] – 16.00

CORAL PHIDÉLIUS – Concerto de Homenagem a Fernando Lopes-Graça
CENTRO CULTURAL DE SAMORA CORREIA


27 de Outubro [Sexta-feira] – 21.30

“Memórias do Parque Mayer” pelo Grupo de Teatro de Benavente SobreTábuas
CENTRO SOCIAL DE FOROS DE ALMADA
 


28 de Outubro [Sábado] – 21.30

Banda Sinfónica da G.N.R.
CINE-TEATRO DE BENAVENTE


29 de Outubro [Domingo] – 16.00

PENTACORDE – “DO CLÁSSICO AO JAZZ”
IGREJA DE ARADOS


Desassossego no Cine-Teatro

Outubro 19, 2006

O espectáculo Desassossego, surge como uma excelente e divertida comédia de cariz sexual que aborda temas de orientação, ou desorientação sexual e até existenciais. Trata-se de uma comédia teatral criada por João Rosa e Catarina Gonçalves e encenada pelo mesmo. No elenco conta-se com: Catarina Gonçalves, Sara Aleixo e João Rosa.

Desassossego

Uma mulher (a Teresa) que ama e odeia ao mesmo tempo um homem… Coisas, do passado!… A outra (a Célia) já teve um relacionamento com o mesmo, mas não sentiu nem sente nada por ele… No entanto não sabe o que sente pela Teresa!… O homem (o Manel), que é o passado… de ambas!… Bem, esse é… Um pouco egoísta, demasiado distraído, em suma não se interessa pelos pormenores de uma relação.

Numa sequência fantástica de acontecimentos e peripécias confusas, cria-se um relato teatral sexual que usa uma linguagem gritante… Um enredo divertido abordando as relações amorosas através de conflitos de orientação ou desorientação sexual e até existenciais! Um triângulo interessante dentro de um apartamento… Duas mulheres e um homem… Uma série de cenas paralelas entre o espaço e o tempo, monólogos, flashbacks e diálogos com humor nonsense…
Esta comédia não é de “partir a moca a rir” mas promete desassossegar o público, diverti-lo, comove-lo, choca-lo e demove-lo da monotonia…

Os Actores


Sara Aleixo, Modelo e Actriz. Circo das Celeberidades foi o seu ultimo trabalho com destaque televisivo, a menina Aleixo com era tratada, já conta no seu curriculum uma Novela “Mistura Fina” TVI uma peça de teatro “E sexo?!… Não se fala de sexo?” entre outros trabalhos no ramo da fotografia e moda. E agora o seu novo desafio será Desassossegar no espectáculo Desassossego.

Presença na televisão tem sido também a actriz lusa Catarina Gonçalves, que actualmente pode ser vista na série da TVI O Bando dos 4. Recentemente participou no projecto da SIC Maré Alta (1ª e 2ª edição). Ainda para a TVI trabalhou na série Os Serranos, Mistura Fina, Morangos Com Açúcar (1ª edição) e Ana e os Sete. Dá voz a spots publicitários em televisão e rádio, sendo actualmente a voz da Rádio Europa 90.4 FM.

João Rosa
dá inicio à sua carreira de actor e produtor em 1998. Foi produtor executivo numa empresa de Espectáculos / Eventos.
Participou em várias séries e novelas, em particular destaque na série “SOS Crianças” (TVI). Criou e encenou os espectáculos: “E sexo?!… não se fala de sexo?” comédia, “Zé das Couves” comédia musical, “As Férias” teatro mudo (comédia), “Chapelinho Rosa Choc” comédia infantil, entre outros.


II Encontro Nacional de S.E. em Bibliotecas Públicas

Outubro 17, 2006

 

 

:: Programa

Uma Sociedade da Informação não é consistente sem uma Sociedade Leitora e é a leitura aquela prática cultural que permite aos cidadãos transformar a informação em conhecimento. A responsabilidade social da comunhão do conhecimento e da aprendizagem ao longo da vida acentua a importância da formação de mediadores, assim como dos utilizadores, dos serviços de Leitura Pública.

No II Diferentes Leituras, Encontro Nacional de Serviço Educativo em Bibliotecas Públicas, promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva, com os apoios da Fundação Calouste Gulbenkian, Plano Nacional de Leitura e Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, recuperamos aquele debate num encontro de estudos, projectos e experiências, em formato misto de intervenções teóricas, atelier com profissionais e um programa afim de espectáculos de teatro, narração oral e exposições. Durante três dias e três noites, a partir do Auditório Municipal Carlos Paredes, intervêm as organizações que promovem o livro e a leitura, especialistas do Ensino Superior, bibliotecários, escritores e contadores de histórias, ilustradores e companhias artísticas, do País e estrangeiro.

Constituem objectivos específicos: divulgar novas possibilidades na relação de prazer com a leitura, difundir noções básicas sobre a compreensão leitora e a utilização de recursos técnico-expressivos, aferir o emprego de novas tecnologias em Serviço Educativo e Leitura Especial, apoiar a sedimentação de práticas educativas nas Biblioteca Públicas.

Os públicos-alvo são profissionais e estudantes de unidades de informação e documentação, animadores, professores e educadores, dirigentes e técnicos de serviços e associações culturais.

Organização

Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva

Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro

Comissariado Sérgio Tavares (coordenação), Ana Rita Santos e Graciete Salvador (secretariado)

Colaboração Nuno Correia (museografia) e Sandra Martins

Voluntariado Catarina Figueiredo e Cláudia Sousa

Valor da inscrição 40€

Inclui a documentação, acesso a comunicações e oficinas, espectáculos e exposições, catering

Dispensa de serviço docente ao abrigo do Despacho nº 185/92. Emissão de certificado

A inscrição é efectuada pessoalmente, por correio ou e-mail, sendo validada com o pagamento. Cheques ou vales postais são endereçados ao Município de Vila Nova de Paiva

A ficha de inscrição pode ser fotocopiada

Inscrições

Auditório Municipal Carlos Paredes Município de Vila Nova de Paiva

Praça D. Afonso Henriques, n. 1, 3650-207 Vila Nova de Paiva

E-mail bmar@cm-vilanovadepaiva.pt Fax 232 601 030

Linhas de Apoio 232 518 924 ou 232 601 108

19QUINTA

09.00 Recepção e entrega das pastas

:: Comunicações

10.00 Sessão de Abertura

Isabel Pires de Lima (Ministra da Cultura, a confirmar), Jorge Manuel Martins (Director do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas), Manuel Custódio (Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva)

11.00 Palestra

Isabel Alçada (Comissária do Plano Nacional de Leitura). As Bibliotecas Públicas e o Plano Nacional de Leitura. Ler Mais

11.40 Palestra

Manuel Carmelo Rosa e Maria Helena Melim Borges (Director e Subdirectora do Serviço de Educação e Bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian). Programa Gulbenkian de Língua Portuguesa. Avaliação de projectos de promoção da leitura em Bibliotecas Públicas

12.30 Intervalo para almoço

14.00 Painel

Berços de leitura

Ana Cristina Silva (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). Ler antes de aprender a ler: a linguagem escrita antes do ensino formal e as suas relações com a aprendizagem da leitura

Teresa Leal, Joana Cadima e Maria José Alves (Universidade do Porto). O papel da literacia emergente na aprendizagem da leitura e da escrita

Vera Monteiro (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). Leitura a par: efeitos de um programa tutorial no desempenho em leitura

Lucília Salgado (Escola Superior de Educação de Coimbra). A literacia da leitura no percurso escolar

16.00 Debate

16.15 Pausa para café

16.30 Oficinas

[a seleccionar]

19.30 Intervalo para jantar

:: Teatro e Narração Oral

21.30 Teatro

Matéria de Poesia (A Escola da Noite). Estreia do espectáculo de leitura encenada dos textos de Adélia Prado, Carlos de Oliveira e Manoel de Barros, num registo que experimenta os ‘deslimites da palavra’, as suas múltiplas inscrições no corpo e no espaço, a sensibilidade e a subtileza da palavra escrita. Direcção de António Augusto Barros.

22.30 Contadores de histórias

Manuel Garrido e Diego Magdaleno (Piratas de Alejandría, Espanha). Si yo te contara…

20SEXTA

:: Comunicações

09.00 Palestra

António Prole (Instituto Português do Livro e das Bibliotecas). Literacia e formação de mediadores de leitura

09.45 Painel

Jogar com a motivação leitora

Lourdes Mata (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). O desenvolvimento da motivação para a leitura em crianças portuguesas

Fernando Azevedo (Universidade do Minho). Estratégias para a construção de uma comunidade de leitores

Sylviane Rigolet (Centro de Formação de Oliveira de Azeméis). A pedagogia do prazer na leitura numa viagem de sonho com LivrAniMaletas

11.15 Debate

11.30 Pausa para café

11.45 Palestra

Maria Manuel Borges (Universidade de Coimbra). Xanadu e a mediação tecnológica da leitura

12.30 Intervalo para almoço

14.00 Painel

Leituras em linha e cânones

Cláudia Sousa Pereira (Universidade de Évora). Game Over… o jogo recomeça na página seguinte

Francisco Pacheco e António Torrado (escritor). História do Dia. A experiência de contar na Internet

Paulo Leitão (Director de Serviços de Inovação e Desenvolvimento da Biblioteca Nacional). Biblioteca Nacional Digital: uma estratégia de difusão do património bibliográfico

15.30 Debate

15.45 Pausa para café

16.00 Oficinas

[a seleccionar]

19.00 Intervalo para jantar

:: Teatro e Narração Oral

21.00 Teatro

À Volta da Língua (Andante – Associação Artística)

Clube dos poetas vivos, ou a poética sublimada na forma, no conteúdo e na sonoridade. De como os autores contemporâneos foram buscar as suas referências formais e de conteúdo aos clássicos. Afinal, a reinvenção da língua é um acontecimento quotidiano. Interpretação de Cristina Paiva.

22.30 Contadores de histórias

Tim Bowley (Inglaterra) e Charo Pita (México). Contos tradicionais indo-europeus e orientais

21SÁBADO

:: Comunicações

09.00 Palestra

José António Calixto (Biblioteca Pública de Évora). Os papéis educacionais das Bibliotecas Públicas na Sociedade da Informação

09.45 Painel

Serviços de proximidade e inclusão

Manuela Barreto Nunes (Universidade Portucalense). A Internet inclusiva: ambientes de aprendizagem, prazer, aventura e partilha em meio virtual

Emília Miranda (Netescrita) e José António Gomes (João Pedro Mésseder, escritor). Da escrita colaborativa à formação de uma comunidade de leitores-escritores em linha

Sérgio Tavares (Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro). Bibliotecas Digitais. Recursos do conhecimento para todos

11.15 Debate

11.30 Pausa para café

11.45 Palestra

António Modesto (Escola Universitária das Artes de Coimbra). A construção da narrativa gráfica. Relações entre texto visual e texto verbal

12.30 Intervalo para almoço

14.00 Painel

Sedução da leitura pela imagem

Danuta Wojciechowska (ilustradora). Dançar com palavras

Gémeo Luís (Universidade do Porto). Do texto ao livro

Dora Batalim (Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich). Cinco sentidos… e outros. Estratégias para formar leitores de imagens

15.15 Debate

15.45 Pausa para café

16.00 Oficinas

[a seleccionar]

19.00 Intervalo para jantar

:: Teatro e Narração Oral

21.00 Teatro

Contas Nordestinas – O Diabo Veio ao Enterro (Filandorra. Teatro do Nordeste). Recolhas etnográficas que retratam a vida do Nordeste português, “contas” [contos rurais transmontanos] de riso e de choro, de sangue e de cio, de afronta e vingança, onde os instintos irrompem poderosamente. Prelúdio do escritor A. M. Pires Cabral (Prémio D. Dinis 2006) e do encenador David Carvalho

22.30 Contadores de histórias

Bruno Batista. A menina que queria ser uma maçã e outros contos

Jorge Serafim. Conto, logo, insisto

:: Oficinas [a seleccionar, para 19 a 21 Out]

A Ana Cristina Silva (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). Construir um projecto pessoal de leitor. Conceitos relacionados com a pré-leitura, a descoberta do princípio alfabético e as primeiras experiências de literacia. Actualização das práticas de promoção da leitura para públicos entre os 0 e os 6 anos [19 Out]

B Ana Rita Santos (Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro). Livros Digitais Falados DAISY. Tecnologias de sincronização audiovisual de texto e verbo numa ferramenta inclusiva de leitura multicanal. Propriedades educativas e estratégias de utilização por serviços bibliotecários [19, 20 e 21 Out]

C António José Vilas-Boas (Escola Secundária de Ermesinde). Leitura recreativa. O papel da escola na criação de uma comunidade de leitores. Métodos e técnicas para estimular o gosto da leitura, testados em ambientes escolares. Contratos individualizados, aconselhamento de leitores, fóruns de leitura [21 Out]

D Dora Batalim (Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich). O sentido da imagem. Introdução à leitura da ilustração. Um espaço e um tempo para observar livros ilustrados e experimentar como se inscrevem em nós os textos que a imagem comunica [21 Out]

E Emília Miranda (Escola E. B. 2.3 Pinto Ferreira). Netescrita. Experiências na Internet com crianças e jovens para a realização de desafios de auto-verificação, compreensão leitora, grupos de discussão, exercícios de escrita colaborativa com os Autores e publicação de textos [21 Out]

F Gisela Cañamero (Arte Pública). Com o poema no corpo. Vivenciar o texto, a percepção dos tempos, a fruição da palavra dita. A interacção do poema com o espaço, a arquitectura dos sítios e objectos. A criação de pequenas performances [19, 20 e 21 Out]

G Ju Godinho e Eduardo Filipe (comissários da Ilustrarte). Quem ilustra um conto… aumenta um sonho! A linguagem feita de formas, cores, texturas, simetrias e contrastes, que atraem à leitura crianças de todas as idades. Roteiro de ilustradores, de muitos estilos e técnicas, com ou sem texto, em papel e no computador [19, 20 e 21 Out]

H Lourdes Custódio (escritora) e José Cardoso Marques (ilustrador). A Biblioteca vai ao Pré-Escolar. Da biblioteca cinzenta à biblioteca de mil cores, histórias de encanto e imagens que espantam. Para pais ou Encarregados de Educação e crianças do Pré-Escolar, em comunhão de leituras [20 Out]

I Manuel Garrido, Diego Magdaleno e Sonia Martinez (Piratas de Alejandría, Espanha). Leitura Fácil. Difundir o conceito, analisar o tratamento biblioteconómico. Experiências de utilização em ambientes bibliotecários. O trabalho em grupo entre leitores com Necessidades Especiais e minorias [19 e 20 Out]

J Margarida Fonseca Santos (escritora). Escrever para ler? Se contar histórias aumenta a curiosidade por outras histórias, a prática conjugada da escrita terá o mesmo efeito sobre os livros mudos? Brincamos com palavras, significados, associações de ideias e imagens [19, 20 e 21 Out]

K Marta Martins (Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti). Viagens à roda das palavras. Competências leitora e literária. Análise de estratégias discursivas e recursos técnico-expressivos do texto literário para a infância e juventude. Um corpus textual de autores contemporâneos lusófonos [20 e 21 Out]

L Miguel Horta e Marco Franco (mediador de leitura e músico). Como dos sons nascem histórias. Oficina inclusiva de escrita criativa que se desenvolve a partir da capacidade de abstracção mediada por sons, que abrem cenários interiores de criação verbo-textual [19 e 20 Out]

M Sylviane Rigolet (Centro de Formação de Oliveira de Azeméis). Maletas de leitura. Vencer o medo inicial de tentar novas formas de intervenção, lúdicas, a partir de um projecto em teia. Formam-se colecções de materiais livro e não-livro que partem dos centros de interesses individuais [19, 20 e 21 Out]

N Teresa Leal, Joana Cadima e Maria José Alves (Universidade do Porto). Educar para a literacia em família. Na criança, a interpretação de histórias, a consciência fonológica e o reconhecimento de texto escrito. No adulto, competências para manter a atenção da criança sobre o livro, a leitura interactiva, o apoio à compreensão [21 Out]

O Tim Bowley (Inglaterra) e Charo Pita (México). Sementes ao vento, contos de ti. Os participantes trazem os ingredientes: um pequeno texto para animar, a disponibilidade do corpo e da voz. Acrescentam técnicas de caracterização e servem com humor [20 e 21 Out]

P Vera Monteiro (Instituto Superior de Psicologia Aplicada). Vamos ler juntos. Conceitos de trabalho tutorial em leitura e apresentação de alguns programas que utilizam o método. Como proceder. Os benefícios, os papéis, as responsabilidades e a avaliação dos seus efeitos em crianças e jovens [19 Out]

Nota Por razões de lotação a cada participante é permitida a inscrição e frequência numa oficina por dia, segundo a ordem de registo no Secretariado, que distribui as senhas de acesso. Algumas oficinas decorrem nas bibliotecas escolares e salas do Agrupamento de Escolas Aquilino Ribeiro e da Escola Secundária de Vila Nova de Paiva, sendo o transporte assegurado pela organização.

:: Exposições [até 30 Nov]

O Alfabeto dos Bichos. De André Letria, texto de José Jorge Letria

Ynari, a menina das cinco tranças. De Danuta Wojciechowska, texto de Ondjaki

Aquilino Ribeiro nas Terras do Demo. Rota dos Escritores do Século XX


Lançamento de Livro no MMB

Outubro 11, 2006

 

 

As Edições Cosmos e a Câmara Municipal de Benavente, têm o prazer de convidar Vossa Excelência para a apresentação do livro Devoção e Poder nas Festas do Espírito Santo” da autoria do Dr. Aurélio Lopes.

A obra será apresentada pela Dra. Cristina Gonçalves, Directora do Museu Municipal, Sábado, dia 14 de Outubro de 2006, pelas 16 horas, no Museu Municipal de Benavente”.


Anote na Agenda

Outubro 11, 2006

De 22 a 24 de Novembro irá decorrer em Beja o 1º congresso internacional da rede “Europae Thesauri”, associação internacional que agrupa os tesouros e museus religiosos da Europa.

O congresso entitula-se “Tesouros da Igreja, Tesouros da Europa” e tem como objectivo promover uma reflexão trandisciplinar sobre os desafios que se colocam às instituições com colecções de carácter religioso.

Organização: “Europae Thesauri”, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja
Local: Pousada de S. Francisco, Beja

Mais informações:

Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja
Diocese de Beja
Largo dos Prazeres, 4-A
7800-475 Beja
Tel: 284320918
E-mail: dphadb@sapo.pt

Fonte: Boletim RPM, Diário do Alentejo

Nos dias 13 e 14 de Outubro terá lugar mais um colóquio da Associação Portuguesa de Museologia – APOM, este ano subordinado ao tema “Públicos e Museus“.

Organização: APOM, Museu de Francisco Tavares Proença Júnior
Local: Museu de Francisco Tavares Proiença Júnior, Castelo Branco

Mais informações:

Delminda Paulo
Museu de Francisco Tavares Proença Júnior
Tel: 272344277
E-mail: mftpj.biblioteca@ipmuseus.pt

Ana Bito
APOM
Tel: 217780687
E-mail: apom@oninet.pt

Fonte: Boletim RPM

Realiza-se nos dias 9 e 10 de Novembro a 2ª edição das Jornadas de Museologia da Chapelaria – “Brincar com Património”. Os temas a debater são: as colecções dos museus, os serviços educativos e os seus públicos e a programação de actividades em serviços educativos.

Organização: Câmara Muncipal de S. João da Madeira, Museu da Chapelaria

Mais informações:
Secretariado das II Jornadas de Museologia
Museu da Chapelaria
Centro de Documentação (Dra. Joana Galhano)
Rua Oliveira Júnior, nº 501 3700 S. João da Madeira
Tel.: +351 256 201 680
E-mail: museu.chapelaria@gmail.com

Estudantes: entrada gratuita
Inscrição sem comunicação: 20 euros

Fonte: CM S. João da Madeira, Newmouseion

Realiza-se nos dias 23 e 24 de Novembro um seminário internacional sobre a importância do Património Industrial na Europa.

Organização: Câmara Municipal de Loures, Museu de Cerâmica de Sacavém
Local: Auditório do Museu de Cerâmica de Sacavém

Mais informações:

Rede de Museus
Tel: 21 9389600/05
E-mail: dpc@cm-loures.pt

Fonte: Boletim RPM


Terramoto de 1909

Outubro 11, 2006

 

 

 

 

23 de Abril de 1909, 17:05 horas

Forte abalo sísmico arrasa parte do Ribatejo, fazendo sentir-se em todo o país. Benavente, Samora Correia, Santo Estevão e Salvaterra de Magos ficam destruídas. Em Benavente não fica uma casa de pé.

Interrompidas as comunicações telegráficas, as primeiras notícias do ocorrido em Benavente chegam a Santarém através de um lavrador que aí se dirige de automóvel.

A população em pânico começa a juntar-se no largo do Chaveiro.

Cerca das 23 horas começam a chegar automóveis de Santarém com o Governador Cívil , o chefe da polícia, guardas cívicos e bombeiros.

De Lisboa seguem médicos e “artigos de penso”.

O balanço é de 24 mortos em Benavente e 15 em Samora Correia.

Ao longo da noite ouvem-se fortes e prolongados ruídos subterrâneos.

Testemunho de um funcionário público sobre o ocorrido:

” Tinha acabado de jantar e, conforme os meus hábitos deitara-me um pouco a lêr os jornaes. Pouco depois das cinco horas senti uma violenta sacudidela, tão grande que me pareceu que a minha casa se partia. Vim a rolar no meio do quarto. Levantei-me de um salto. Em seguida senti outro estremeção mais forte e foi então que tive a noção exacta de que era um abalo de terra. Vejo as paredes fenderem-se de alto a baixo. Os vidros das janelas fazem-se em estilhas. Ouço um ruído enorme, seco, profundo, um estrondo subterrâneo que se não descreve. Lanço mão ao casaco e ao chapéu, de um pulo galgo as escadas e chego à rua. Precisamente neste momento a minha casa alui como se fosse cartas de jogar. Na minha frente outras casas se desmoronam. Nuvens colossais de poeira elevam-se nos ares. Sinto-me asfixiado. Quero fugir e não posso. As pernas recusam-se ao mais leve movimento. Os gritos de toda a visinhança são aterradores. Não sinto o coração, gela-se-me o sangue nas veias e o cérebro paralisa-se-me. Vejo-me perdido.

Mas tudo isto durou um momento. Num grande esforço sobre min mesmo, consigo reunir todas as minhas energias, como quem quer salvar-se de uma morte certíssima. E corro à toa por aquellas ruas fora, cheio de um pavor de que nem sei dar uma ideia aproximada. Estava positivamente doido. Queria prestar auxílios e ainda complicava mais a situação angustiosa dos que estavam perdidos nos escombros. As derrocadas eram constantes. O barulho infernal dos prédios a cahir, os gritos de dôr de uma população inteira, as nuvens de pó e caliça, densíssimas que escureceram o ceo como se fosse noite, o aspecto desolador da vila em ruínas são coisas que nunca mais poderei esquecer. (…). Em seguida ao terramoto toda a população fugiu para o campo sem destino (…). Muitos sobreviventes, como loucos, queriam arrancar a todo o custo, pessoas queridas que tinham ficado sob as ruínas. Os lamentos e queixumes dos feridos e os gritos desesperados e lancinantes das pessoas que procuravam o pae, a mãe, um filho ou irmão, conservo tudo isto na minha memória e encheu-se-me o coração de uma angústia profundíssima.”

24 de Abril

Segue força militar e tendas de campanha “vinte parelhas de muares com barracas disponíveis no arsenal do exercito, 200 mantas, camas e outro material de depósito de roupas; médicos e enfermeiras do Hospital Militar da Estrela.”

Reunião do conselho de ministros para tomar providências, à excepção do Ministro das Obras públicas que já seguira para Benavente.

A população reúne-se em acampamentos.

A fome começa a sentir-se.

Arrombamento da cadeia e fuga dos presos para apoiar as vítimas.

Os feridos começam a ser transportados num vapor para Lisboa.

Visita do Rei D. Manuel aos locais sinistrados.

25 de Abril

Cruz Vermelha instala um posto de socorros.

26 de Abril

Os mantimentos são insuficientes. Embora existam cerca de 1000 sacos de farinha não foram providenciados fornos para cozer o pão.

São poucas as tendas de campanha com o mínimo de condições.

27 de Abril

Reunião da Câmara Municipal de Benavente, das Associações e colectividades e dos 40 maiores contribuintes do Conselho, ao ar livre, no pátio do Dr. Sousa Dias, É eleita uma comissão Municipal de socorros.

No largo do Chaveiro venera-se a imagem de N. Sra. da Paz, salva dos escombros da capela.

Chega uma força do exército para fazer o policiamento da vila, a povoação é cercada por um cordão militar.

Brito Camacho, em visita à área sinistrada, fala sobre a causa republicana. Bernardino Machado percorre também a região.

Verificam-se manifestações de solidariedade poe todo o país: subscrições públicas, donativos particulares, bandos precatórios, espectáculos públicos…

Conselho de Estado reúne para decretar a abertura de um crédito especial de 100 contos de réis.

Ministro das obras públicas nomeia comissão de geólogos para estudar região ribatejana.

Suspendem-se as comemorações do primeiro de Maio em sinal de luto.

É autorizado o abate de 400 pinheiros na região da Azambuja para a utilização da madeira para a construção de abarracamentos.

Ascende a 35 o número de mortos.

Excerto de uma enviada por um residente em Benavente e lida na Câmara dos Deputados.

“(…) não há casas, não temos pão apesar de tanto se ter pedido! E a este respeito diga V. na Câmara que nos mandem pão da Manutenção Militar, pois parece impossível que se deixe estar assim um sem número de pessoas, de crianças, sem lhes dar ao menos pão!! É horrivel! Nós fomos pelos destroços das lojas, buscar caixas que escapassem com bolos, para ao menos as crianças se manterem! Pois, então com uma padaria militar até hoje não nos mandam pão com fartura! Reclame V. isso em nome deste desgraçado povo na Câmara. Há felizmente pouca gente morta, por ora uns 30, mas há muitos feridos de gravidade e outros sem estarem neste estado! (…)

28 de Abril

Continua a grande afluência de gente à região sinistrada.

Não há pão e falta madeira para a construção de abrigos.

Um jornalista do “Times” visita Benavente.

(in “Estudo Histórico e Descritivo de Benavente”, de Rui de Azevedo)

 


Sementeira

Outubro 11, 2006

 

A sementeira faz-se na Primavera quando o tempo mais seco ainda assegura a queda de chuvas que permitem a planta medrar.

As vastas extensões de terra a semear promoveram, muito cedo, a introdução de uma alfaia essencial para a produção de grandes searas, o semeador. Naturalmente, que em simultâneo, persistiu a sementeira feita com meios exclusivamente manuais, a designada sementeira a lanço, em que o homem apenas se socorre de uma saca que transporta ao ombro e de onde, ritmadamente, tira os grãos que lança à terra.

Mas, os semeadores permitiram ao lavrador reduzir em muito a mão-de-obra exigida para estas tarefas, rentabilizando o tempo.

Mais tarde, a seara é mondada livrando as plantas das ervas daninhas que a impedem de crescer em pleno. Feita nos meses de Maio e Junho, a monda era uma tarefa essencialmente desempenhada por mulheres.


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