Ceifa

Pelo mês de Setembro, fazia-se a ceifa e o rancho, com a foice na mão direita cortava as panículas que, à esquerda, ia dispondo em gavelas. Todo este trabalho, feito por grandes ranchos era, exclusivamente, manual necessitando apenas de foices ou verdugos e de muita, muita resistência física.

 

Quando nos referimos à cultura do arroz, o arrozeiro indicava os canteiros a ceifar e o pardaleiro – normalmente um jovem – encarregava-se de afastar a pardalada batendo com latas “e o seu brado ecoava lezíria fora”(Alves Redol, 1969).

No próprio canteiro iniciava-se, depois da ceifa, a ata, consistindo esta operação em atar os molhos com baraços feitos da própria espiga. O arroz era por fim transportado para a eira, em trenós.

A debulha a “pé de besta” ou calcadoiro e a malho eram os processos mais utilizados, sendo depois o grão limpo ao vento com a ajuda de uma pá e, mais tarde, com a tarara.

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